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COMO É SUA REALÇÃO COM A COMIDA?

  • eloanalitico
  • 28 de nov. de 2023
  • 2 min de leitura

Esta é uma pergunta que pouco nos fazemos já que comer, em nossa cultura ocidental, é uma grande fonte de prazer. E por vezes podemos nos perder na busca deste bem-estar imediato e tornar o “prazer de comer” algo nocivo ao corpo e da saúde psíquica.



Quando as emoções se confundem com fome ou falta dela, a psiquiatria nomina tais sintomas como transtornos alimentares que são distúrbios psicológicos que afetam a relação da pessoa com a comida e com seu próprio corpo. E isso é tão sério que podem causar danos à saúde física e mental, e até mesmo levar à morte.

Dentro da psicologia, diversos estudos tentam compreender o tema, destacamos aqui a abordagem psicanalítica que busca compreender os transtornos alimentares a partir de uma perspectiva que leva em conta os conflitos emocionais, as experiências vivida durante o crescimento, a relações parentais, a imagem corporal, os processos de identificação e introjeção, entre outros aspectos.

Com base nisso podemos traduzir que os transtornos alimentares são uma forma de expressar um sofrimento psíquico que não pode ser verbalizado, e que envolve questões de autoestima, controle, identidade, sexualidade e autonomia.


Mas como sair disso?


São variados os caminhos para um cuidado integral a saúde de um paciente com distúrbios relacionados a alimentação. É necessário considerar que a saúde física e mental podem estar bastante ligado ao ato de comer (ou não). Ainda segundo a psicanálise, o ato de comer não é apenas uma necessidade fisiológica, mas também uma forma de expressão e comunicação. O comer está relacionado às primeiras experiências afetivas do bebê com a mãe, que envolvem o seio, a boca, o prazer e a frustração. Essas experiências marcam a constituição psíquica do sujeito e influenciam sua relação com os objetos, consigo mesmo e com o mundo. Já a Nutrição, afirma que o ato de comer é uma forma de nutrir o corpo, mas também de expressar cultura, afeto, prazer e identidade, ela valoriza o ato de comer como este momento de prazer, sociabilidade e cultura além de reconhecer que a alimentação é influenciada por fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais, e que cada pessoa tem suas preferências, hábitos, crenças e tradições alimentares.

Portanto seria importante considerar que para uma organização desta relação com a comida um cuidado multidisciplinar, envolvendo mais de uma categoria de profissional da saúde. Porém, a ajuda de profissional "psi" para um tratamento clinico psicológico, assim que começar a sentir que tem algo de exagerado nesta necessidade alimentar ou na falta dela, pode ser bastante eficaz. Em geral o objetivo de um tratamento como esse é auxiliar o paciente a reconhecer e elaborar seus conflitos emocionais, a desenvolver uma relação mais saudável com a comida e com uma maior aceitação do seu corpo, além de resgatar sua capacidade de sentir satisfação na vida através de outros dispositivos que não só os relacionados a comida e ao corpo.

 
 

Glaucia Rogge CRP- 12/04043

©2023 por Glaucia Rogge Psicologia. 

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